sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Que venha 2012!

2011 está terminando e sinto que aprendi muito nesse ano. Sinto-me mais, sinto-me mais evoluída depois do ano que termina. É típico do ser humano reclamar da vida e comigo não é diferente. Mas policiei-me muito para agradecer e reclamar menos. Nos momentos que esqueci e reclamei, procurei dizer: não tens motivo! E segui em frente!


Falando em agradecimento... fui muito feliz no meu segundo ano de Jornalismo. Não importa o que me dizem, sou feliz porque fiz a escolha certa. A escolha que me faz feliz. Todas as leituras, todos os momentos, absolutamente tudo... mais um ano feliz que me inspirou tantas coisas para os próximos anos. Muito bom começar com certezas e vontades e sonhos e ... vida!

O final do ano ainda me reservou o maior de todos os aprendizados. Ter contato com pessoas que ,dentro de hospitais, sentem dores físicas diárias e nada podem fazer a não ser rezar e esperar. Nesse momento, pude repensar valores, redimensionar dores e incômodos pessoais. Sem dúvida, um grande aprendizado.

Tive outras conquistas muito pessoais para expô-las aqui, mas me fizeram uma pessoa mais feliz e melhor. Agradeço a Deus por isso. Agradeço pelas pessoas boas que conheci nesse ano e pelas "ruins" também , afinal, elas me fizeram valorizar ainda mais as boas. Agradeço pelas provações porque sem elas teria estagnado.

Os pedidos feitos em 2010 foram conquistados em 2011. Não fiquei parada esperando que acontecessem. Fui ao encontro deles. Nesse novo ano espero realizar os novos. Preciso só de um pouco mais de paciência para esperar pelo momento certo das coisas em minha vida. Tenho pressa de vida e pressa de coisas. Mas no final tudo dá certo. Peço apenas o que sempre peço para iniciar a busca por todos os meus desejos: serenidade para decidir o melhor pra mim! Então, que venha 2012! E pensamento positivo sempre!

Texto e boas vibrações e expectativas e crendices e imagens metafóricas: Luciana Rodrigues



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Jornalista e pretendente a pretendente!


Nessa profissão acontece de tudo! O bom dela é justamente a falta de tédio quando se sai para fazer uma nova matéria!
A parte da alegria diária .... essa vem de graça! rsrsrsrrsrss

Texto e um medo dos pretendentes do futuro: Luciana Rodrigues

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Para ser um Jornalista.....

Tenho descoberto com bons professores da UFPI, por exemplo com o professor Luizir de Filosofia , que um bom jornalista precisa entender um pouco de tudo ou pelo menos ler um pouco de tudo a cada dia. Dentre todos os conhecimentos, o Filosófico gera um grande diferencial para a formação jornalística. Achar, todo mundo acha. Um bom jornalista deve ter um saber não apenas pautado em achismo. O saber jornalístico deve se alimentar do melhor. Sociologia, literatura, música, cinema também ajudam nesse processo de formação de um bom profissional.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Belezas naturais do Piauí.

Quem quer?

Natureza bela!

Achei assim!

Fotos depois de uma andança prazerosa: Luciana Rodrigues 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Meu mundo Inteligível? Ou não?

O meu fim de semana poderia ter sido só um pouco Sensível e não tão Inteligível! Passei esse dois dias lendo a Filosofia que o mundo criou até os tempos de hoje para fazer uma prova na quarta-feira. Estou realmente quase cega com tanta luz de conhecimento rsrsrsrs Mas, valeu o sacrifício e o desconforto físico para me aproximar um pouco mais da essência da alma.
Os leitores que acompanham o blog e já sabem que meu estilo é bem menos CULT que tudo isso, devem estar estranhando esse requinte intelectual permeado de citações filosóficas indiretas. Como já disse, depois de um fim de semana mergulhada na Filosofia do mundo, só poderia mesmo terminar um pouco mais besta rsrsrrs.
Deixo um link bem interessante que explica de forma bem clara o Mito da Caverna-Platão. Depois de lê-lo recomendo a tirinha do grande Maurício de Sousa. A sequência faz toda a diferença para o entendimento e a graça da tirinha.

Boa leitura! Bom riso e boas descobertas filosóficas.
Texto e sabedoria de um homem da caverna evoluído: Luciana Rodrigues





quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Qual o tamanho do seu mundo?


Algumas pessoas contentam-se em ter uma casa; outras precisam que essa casa não tenha portas e janelas; já para os ditos errantes, nem mesmo as paredes importam. O mundo torna-se uma morada sem a noção do previsível. Um mundo sem dimensões.
Para algumas pessoas, o perímetro quadrado de um quarto de dormir é aconchego e segurança; para outras, toda aquela mesmice e estagnação remetem a um enterro diário de quem aparentemente continua vivo. Para tantos, ficar é terrível.  Segurança é estar solto por aí.
Vivemos dentro da ideia do aprisionamento sentimental. Quando os pais colocam os filhos no mundo, criam vínculos, correntes, amarras que só eles enxergam. Os filhos, desde o rompimento do cordão umbilical, já sabem o que é se desfazer de amarras e passam a vida toda em busca de desatar as que ainda restam.Uma vez desfeitos os vínculos básicos que nos ligam ao alicerce da casa dos pais, o mundo fica sem base alguma e flutuar no incerto também é viver. Isso se chama aprendizado. Mas pode ser chamado também de necessidade de amadurecimento.
Nem todo mundo precisa de muito mundo para viver. Há também aqueles que querem casa, comida e roupa lavada, de preferência, na casa dos pais. Não pretendem se desfazer de amarras coisa nenhuma. Nem sequer se sentem presos. Para eles, o mundo é do tamanho que caiba nas mãos; é bem diferente das incertezas a cada esquina, daqueles gulosos que querem mundo de mais.

As revistas nos trazem mundos estampados nas capas, mas aquilo, desenhado em cores de riqueza multimilionária faz parte do universo de poucos, às vezes, do universo de quem está completamente perdido nesse mundo. Seria esse o mundo a ser procurado e conquistado?
Cada pessoa sabe de suas próprias necessidades vitais. Para aquelas que já enjoaram de ver as mesmas páginas da vida, a paisagem precisa ser renovada e estradas não são refúgios, são soluções. Ficar e estacionar, talvez não seja para todos. Existe muito mundo por aí e muita gente parada e infeliz. Casa, comida e roupa lavada são propostas interessantes, mas não são para todos.
Comida é imprescindível a nós. Roupa lavada também. No entanto, casa, bem... essa teoria de que toda casa precisa de "teto" único, não sabemos quem disse, mas que tem muita gente acreditando ou tentando acreditar, há isso tem muita. Que bom que ainda não fizeram teto também para as estradas, senão o mundo estaria perdido. Os errantes, os incertos, os inconstantes e os que sonham em ser felizes vagando sem direção certa, todos estariam definitivamente mortos. Tomara que nunca ninguém pense nisso.


Ps: Texto em homenagem a duas pessoas: Daniel, meu aluno. Renée, minha ex- aluna, que em matéria de ampliação de mundo, tornou-se minha professora. Afinal, o texto surgiu depois de uma conversa cheia de vida que tivemos.A escrita do texto foi na aula prática de Redação dos meus alunos. Resolvi, escrever também para dar exemplo. rsrsrsrrs

Textos e malas mentais: Luciana Rodrigues

sábado, 13 de agosto de 2011

Glória Maria entrevista Freddie Mercury

Ninguém nasce pronto e a constante preparação faz parte da vida de um jornalista. Às vezes, a grande entrevista surge e ,por falta de algo, ela desanda.


Admiro muito a Glória Maria e esse vídeo não diminui a minha admiração. Mas serve para que eu perceba e principalmente nunca esqueça que Jornalismo tem essas ciladas.

Voltando urgentemente para as aulas de inglês!

domingo, 31 de julho de 2011

Oh! Lá em casa!


Acabo de ouvir o Cd Arnaldo Antunes Ao Vivo Lá em Casa. Mais um belo trabalho de Arnaldo Antunes. São 14 músicas elétricas, intensas, poéticas, sensoriais, alegres e cheias de eteceteras. Nesse domingo, último dia de férias, nada como um CD dessa qualidade para reanimar alguém que voltará a rotina. Amanhã, estará no carro guiando meus outros rumos.
Todas as músicas são boas, mas não poderia deixar de louvar as regravações de Americana ( Frank Carlos) e Vou Festejar ( Jorge Aragão). Aliás, todas as músicas fazem uma verdadeira festa, um verdadeiro iê iê iê. Não tem como não gostar e dançar.
O CD inicia com a música A Casa é Sua. Uma baladinha para adolescentes já crescidos que tem vergonha de cantarem musicazinhas de adolescentes, mas sentem faltam da inocência dos velhos tempos.Lindinha, assim, toda no diminutivo de tão meiga que é. Para os mais sensíveis e bonitinhos, recomendo essa. Uma música daquelas que você não consegue cantar só uma vez. Gruda na cabeça e você sai cantando. Com muita qualidade, claro.
O CD prossegue com o realismo dos tempos modernos e adultos de Essa mulher , que nos seus versos diz: “ela quer viver sozinha/sem a sua companhia/e você ainda quer essa mulher/ela goza com o sabonete/não precisa de você/ela goza com a mão/não precisa do seu pau”.Isso mesmo, o CD tem música para todos os gostos, mas é certo que as chances de adorá-lo são muitas.
Outro ponto positivo de Ao Vivo lá em Casa são as participações. Entre elas estão Erasmo Carlos e Jorge Benjor misturando-se a mistura maravilhosa de Arnaldo e sua banda. “Deu que colou”! Aqui no Piauí essa expressão cotidiana e popular é usada para definir tudo que misturado ou unido deu muito certo. Lembrei-me disso ao ouvir essas uniões.
Deixo aqui outras surpresas para serem descobertas no momento da audição do CD. Mas já de cara vou dizendo: não tem como não atender qualquer porta artística batida por você Arnaldo. Os que lerem esse texto quem sabe abrirão portas fechadas também. Se resistirem, nada que umas duas audições seguidas não resolva.

Música Meu Coração

Textos e algumas roupas no varal: Luciana Rodrigues 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy se foi e já sabíamos



Não sendo diferente de nenhum fã de Amy Winehouse, já sabia que seu brilhantismo vocal não resistiria por muito tempo. Amy se apresentava cambaleante em quase todos os seus momentos musicais e demonstrava uma fadiga de lucidez que só poderia resultar mesmo em sua morte. Infelizmente, mesmo com todos os seus fãs ávidos por sua voz, Amy se foi.
Espera-se muito para que um talento musical como Amy Winehouse apareça e faça uma diferença marcante em seu tempo. Artistas como Amy, Jimi Hendrix, Janis Joplin não são feitos por uma gravadora e não precisam de coreografias e dançarinos para existirem. Talentos assim, nascem prontos para encantar um novo tempo. Negativamente, vivem bem pouco esse mesmo tempo. O que os assusta? A vida, a fama ou a falta de vida? A única resposta no momento é a certeza cruel da morte anunciada.
São muitas as possíveis especulações sobre o porquê da morte de Amy ou o porquê de sua insistência em desafiar a vida a cada uso desenfreado de drogas. Mas, no momento, essas não são as perguntas que mais importam. Talvez, nem mesmo em seus momentos raros de lucidez, Amy tenha sabido o porquê disso tudo. O fato é que perdemos uma grande artista e sua voz não aparecerá em novas canções. Agora, o que nos resta é a falta, julgamentos não nos valem de nada.
Os jornais e as revistas passam um bom tempo falando da morte de Amy e exaltando seu talento musical. Na verdade, depois desse tempo de luto irracional, o que espero mesmo é que sejamos capazes de enxergar que a insistência no uso de drogas, glamourizado na música  Rehab, de glamour não tem nada. Só funciona na música, só faz brilhar os olhos de quem nunca sofreu por usar drogas ou de quem não tem parentes lutando pela sobriedade na vida. É lamentável a perda de um talento como Amy Winehouse, mas lamentável mesmo é esquecermos que ela foi mais um ser humano perdido para as drogas.
A cada aparição pública, Amy pedia socorro, assim como pedem todos aqueles que estão confusos com a trajetória de suas vidas. O que vendia jornal era a história de uma jovem talentosa, incrivelmente talentosa, que bebia e se drogava. Na verdade, quem estava ali, diante das câmeras, era alguém perdido. Perdido dentro de si e pedindo ajuda. Alguns podem dizer que ela foi ajudada. Eu, muito distante da vida real de Amy Winehouse, só posso perguntar agora: foi mesmo? Ela ,saudável, seria lucrativa para aqueles que supostamente tentaram ajudá-la? Às vezes, egoisticamente, achamos que o poço é sem fundo. Nesse caso, só posso dizer que a fonte secou e ela se foi. O que nos resta são apenas canções.

Ps: Embora não goste de sensacionalismo, acho necessária a divulgação da foto abaixo com a imagem de Amy antes e depois (ordem inversa na foto)do turbilhão das drogas.


Seria egoísta de nossa parte acreditar que ela poderia continuar nos alegrando assim.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Profissão Repórter


O drama vivido por crianças e adolescentes, que consomem drogas nas ruas das principais capitais brasileiras, foi abordado no programa Profissão Repórter de terça-feira, 20 de julho de 2011. De forma humana, Caco Barcelos e sua equipe de jovens repórteres, tratou de um tema polêmico e quase invisível para a sociedade.
Quem mora em uma grande cidade está acostumado a ver cenas estarrecedoras de crianças consumindo drogas. No entanto, a maior preocupação dos moradores dessas cidades é de não ser vitimado por algum delito praticado por esses jovens. De uma forma egoísta, as pessoas não se comovem com a situação de abandono vivido pelas crianças moradoras de rua e usuárias de drogas; elas passam apressadas, sempre apressadas de mais para perderem tempo.
O programa resolveu enxergar o problema e mostrou jovens agindo de forma descontrolada em crises de abstinência. Chutes, mordidas e cusparadas são suas defesas irracionais contra os profissionais e voluntários dispostos a ajudá-los. Na tentativa de acalmar um jovem recén-chegado ao abrigo, seis profissionais tentam contê-lo, mas a resistência do garoto, acaba deixando um médico exausto; depois de segurá-lo por longo tempo,desiste temporariamente da missão até recuperar as forças.
O programa também mostrou que as crianças moradoras de rua e usuárias de drogas, geralmente, são filhas da própria droga. Mães e pais usuários que deram ao mundo uma nova geração de consumidores. As crianças vindas dessa união também têm o destino de abandono e acabam dando continuidade ao ciclo de horrores.

A situação em que eles se encontram, à princípio, nos faz olhar para esses garotos e garotas com olhos de espanto, depois com um olhar de pena e daqui alguns minutos não é difícil imaginarmos o porquê de muitas famílias os terem abandonados. A força que adquirem quando estão sentindo falta das drogas é espantosa e dos lares que eles fugiram, assim como foi mostrado no programa, geralmente restam apenas avós, cheias de netos abandonados por mães presas e pais assassinados.Como idosas poderiam contê-los?
A situação é complexa e não envolve apenas uma geração de crianças dependentes da maconha e do crack. Trata-se de uma sequência de gerações consumidas pelas drogas. Avós, mães, pais e filhos herdando um pecado original adquirido ao provar a primeira tragada. Pessoas que perdem a referência do que é família; pessoas que estão entregues a má sorte que a droga escolher.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O conhecimento nos liberta da ignorância


Hoje uma alma foi salva. Assistindo a um programa que exibe shows de artistas, vi a apresentação de  um cantor forte, negro e com uma voz fascinante que, por seu talento imensurável, me paralisou. Embora estivesse sem muito ânimo para TV, aquela voz foi me envolvendo tanto que tive de ficar ali contemplando aquele artista. Uma e outra música e fui achando algo familiar. Sabia que em algum momento já havia escutado tamanho talento.
O show era acompanhado por uma bela orquestra e a plateia não esboçava muitas reações. Pareciam estar extasiados com o talento daquele cantor. Todos eram coadjuvantes perante o artista que se apresentava. Mesmo esperando avidamente por alguma informação, nada aparecia. Somente no final, parecendo adivinhar minha espera, o nome do cantor foi revelado: Barrence Eugene Carter, mais conhecido como Barry White (Galveston, 12 de Setembro de 1944 — Los Angeles, 4 de Julho de 2003). Surgia diante de mim a figura que já havia embalado muitos momentos da minha vida, mas a ignorância, no seu sentido mais original, não me permitiu reconhecer.

Depois de ler um pouco sobre sua trajetória como cantor, percebi que a minha dimensão de ignorância era pequena. Barry White foi considerado um dos precursores da disco music e é recordista de vendas com mais de 100 milhões de discos vendidos. Graças a esse programa, nesse momento, há menos uma pessoa desinformada no mundo.

Para aqueles que continuam sem saber de quem se trata e achando valer muito a pena compartilhar essa experiência, segue abaixo a música Just the way you are cantada por Barry White. A canção foi tema de Carolina Ferraz (Vanessa Rios) e Floriano Peixoto (Inácio) na novela Estrela Guia. Bem a novela... mas a trilha sonora foi caprichada, além da música citada tinha também Zeca Baleiro e Elis Regina.


Texto e um ouvido eternamente apaixonado: Luciana Rodrigues

domingo, 17 de julho de 2011

O Brasil perdeu de 4 x 0


Depois de dois tempos de um futebol sem gols e uma prorrogação sem ânimo, o Brasil enfrentou o próprio Brasil nos pênaltis. Começou batendo para impor respeito, no entanto, o que aconteceu foi uma série de cobranças dignas de pena, passando bem longe do respeito.
A cada cobrança, os jogadores brasileiros pisavam na grama ao redor da marcação do pênalti, preparavam o terreno, mas para a grama, coitada, pareciam pisar com desdém. Sabia que iam culpá-la. Ela seria xingada de grama paraguaia, sem talento para ser grama e que havia sido comprada pelos hermanos argentinos para ferrá-los. Bastava ver as cenas para imaginar os próximos capítulos lamuriosos.
A grama não falava português. O Brasil não falou futebolês. A desgraça estava feita.
Chutando pênaltis como quem arremessa paralelepípedos, cada cobrador maltratou a coitada da bola. O Brasil sai da Copa América goleado por ele mesmo. Parafraseando um certo alguém: “Nunca na história ( futebolística) desse país...”. uma sequência de cobranças chegou ao limite da construção civil. Lembrei dos arremessos de tijolos nas obras. O servente joga para o pedreiro e grita: lá vai!
Antes da Copa América, a imprensa já havia, mais uma vez, eleito o sucessor de Pelé. Neymar estava na capa das principais revistas brasileiras e sorria para as lentes das câmeras fazendo firulas na hora do treino. Falou-se muito do cabelo do jogador, esqueceram de lembrá-lo da importância também do futebol. Neymar, sequer, foi escalado para bater o pênalti salvador. Na hora da glória abre-se os braços e aceita as bajulações. Na hora do vamos ver...cadê? Mais um detalhe a ser lembrado: jogador sozinho não ganha jogo.
O Brasil sai dessa Copa América com grandes lições. A imprensa vende jornal e revistas e exagera muitas vezes pra conseguir isso. Os jogadores devem lembrar da tal humildade.Os jogadores, ou o time todo, ouvem que são bons, aliás, ótimos, e acreditam. Acreditam tanto que esquecem de jogar. Depois culpam o gramado; voltam para medir se as traves têm a metragem correta ou foram adulteradas; culpam  até a pobre da Jabulani . Na hora de enfrentar os repórteres, escapam para seu mundo protegido. Nesse capítulo trágico chamado Copa América, depois da derrota, só Robinho, alguém já calejado pelo futebol, teve coragem de encarar e falar com a imprensa.
O torcedor, comprador de revistas e jornais, quer ouvir o que o time tem para falar. Embora o “grande” feito não possa ser alterado, os repórteres representam o povo e só perguntam o que o povo quer saber. Então mais pé no chão e bola na rede.Depois da derrota, não adianta reclamar.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Corre que a novela começou!

No Brasil, as novelas foram integradas à cultura popular de tal forma que boa parte da sociedade não sabe viver sem elas. O povo espera os capítulos da ficção ,não como um mero entretenimento, mas como um complemento de suas vidas , uma espécie de autorrealização por meio da ficção.
O belo é explorado nas mansões, nos carros importados, no figurino e nos artistas. O fascínio provocado pela união de tudo isso, faz dessa “vida” televisiva algo mais interessante do que a vida real. Nas novelas, problemas sociais como a fome e a miséria não compõe o cenário da maioria. Boa parte do público que liga a TV para ver os capítulos da trama de aventuras já vive cotidianamente esses problemas. Essas pessoas estão atrás do belo, que muitas vezes se esconde do destino que elas suportam.
 Um novela para fazer sucesso não basta ter atores bonitos, atrizes sedutoras e mansões. Para que o folhetim tenha sucesso, um bom enredo precisa ser criado e bem desenvolvido. O público , muitas vezes, assiste cinco novelas por dia e ,de tanto assistir, sabe diferenciar o que agrada ou não.
Para fazer sucesso, uma boa novela precisa ter de cara uma boa abertura. Essa será sua marca. Uma boa chamada silencia, cria impacto e fica gravada na cabeça do telespectador a ponto dele largar tudo após ouvir a TV do Vizinho indicando o início de mais um capítulo.
Pensando no sucesso de algumas telenovelas listarei algumas aberturas inesquecíveis.


 Abertura de Vale Tudo


Abertura de Rainha da Sucata


Abertura de Deus nos Acuda

Abertura de Tieta

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cores, cores e Romero Britto


No mundo faltam cores. Não porque elas não existam, mas porque a pressa da correria urbana nos impede de ver. No meio desse caos monocromático que nos guia, surge a obra do artista plástico Romero Britto.
Brasileiro, nascido em Recife, Romero Britto, mesclando influências cubistas a sua produção artística, criou uma arte própria, cheia de cores e alegria. Hoje, suas obras estão espalhadas pelos cinco continentes e é considerado um dos artistas mais conceituados da arte pop de seu tempo. 

 As tintas que dão vida as suas produções trazem também algo contagiante que emana vida e alegria. Não tem como não se encantar com a presença de dois elementos tão em falta em nosso dia a dia. Talvez esses sejam os segredos que contagiam gente de todos os cantos do mundo.

Quadros, bolsas, perfumes e até mesmo carros servem de telas para seus trabalhos. Depois de participar da campanha da famosa Vodka Absolut, ganhou um maior reconhecimento, o que fez com que mais tarde seu nome fosse associado a outras marcas e produtos.
Romero Britto não é um artista apenas de galerias e museus. Produz algo moderno, vivo e  atual. Para muitos críticos, o marketing estaria mais próximo de seu trabalho do que a arte propriamente dita. Para outros críticos, embora tenha quadros na casa de celebridades como Madona e Arnold Schwarzenegger, suas produções transcendem o espaço fixo da parede de alguns poucos endinheirados e conseguem chegar mais próximo de todos por meio dos produtos que se unem a sua arte.

A popularização do trabalho artístico não desmerece o talento de Romero. A arte não é exclusividade de poucos.  A arte é universal. Cada artista sabe o que é bom para sua arte e para seu bolso. Não sejamos hipócritas em achar que todo artista deve andar com um pires na mão mendigando ajuda para sobreviver. Qual o problema em se ver arte na embalagem de um produto? As boas exposições artísticas acontecem em praça pública, em lixeiras, em qualquer lugar. O suporte é detalhe. O que faz a arte ser Arte é a emoção que ela consegue transmitir. E por falar em emoção...as obras de Romero Britto entendem bem o que é isso.
 Homenagem à presidenta Dilma

Texto e muitas cores e cores: Luciana Rodrigues

domingo, 10 de julho de 2011

Esse post é muito especial!

Quero agradecer a todos do site Obervatório da Imprensa por publicarem um texto escrito por mim.
Imagino que o número de textos enviados seja considerável, graças à importância e à credibilidade de vocês.
O texto foi escrito com toda a minha certeza de ter feito a escolha certa: Sou JORNALISTA! E muito feliz por causa disso. Sem dúvida um bom começo e um ótimo estímulo.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/um-show-de-horror

Texto e emoção nada contida e modesta: Luciana Rodrigues

A inocência e a Ditadura



Os anos de chumbo da Ditadura Militar marcaram a história do Brasil e, por isso, não podem ser esquecidos. Escritores, historiadores, cineastas ,vez ou outra, apresentam produções resgatando esses tempos difíceis. Em 2006, mais uma produção cinematográfica abordava a Ditadura Militar, tratava-se do filme O ano em que meus pais saíram de férias. Agora, o leitor deve estar se perguntando: mas por que assistir mais um filme sobre esse tema, se ele já parece tão batido e desgastado? Começo respondendo que vale a pena.
O filme em questão conseguiu desenvolver um roteiro maravilhoso que não se exaure dando voltas em tornos de clichês e histórias já contadas. A história de Mauro, um garoto deixado pelos pais na porta da casa do avô poderia ser apenas mais uma narrativa envolvendo militares e estudantes contestadores. Mas não é. Cheia de um olhar infantil, desconhecedor dos fatos reais, o filme não faz uma denúncia do que já foi denunciado. Mauro é deixado pelos pais que tiraram “férias”. O papel do filme é nos presentear com um olhar novo, de alguém que passa a entender a metáfora das férias com o passar do tempo e a ausência dos pais.
A promessa feita pelos pais de que voltariam na copa de 70 faz das férias um tempo cronometrado  e gerador de uma esperança que move o garoto Mauro ao longo do filme. Ele mesmo representa um pouco da metáfora dos brasileiros. Depois de abandonado, vivendo uma situação difícil, revolta-se; depois, aprende a viver de outra forma, mas com esperança na mudança.Volta a sorrir, desespera-se; sorri novamente. Uma situação bem parecida com a dos brasileiros perseguidos, Mauro também sofre um exílio. Não está mais em seu lar e sente a falta de sua antiga vida. Aliás, vale a pena refletir sobre o conceito de exílio mencionado no final do filme.
Serve também para ilustrar por que somente a mãe volta no final. A copa de 70 e a paixão do garoto pelo futebol de botão e pela seleção brasileira fizeram com que ele esquecesse por alguns momentos do abandono dos pais. Era uma alegria gratuita dele e de muitos outros espalhados pelo país. Mauro começa a história criança e termina “adulto” já entendendo o que estava acontecendo no Brasil. O seu sonho de completar o álbum da copa de 70, depois de algumas revelações, talvez tenha perdido um pouco o brilho.
Qual o olhar da criança diante das cenas que envolvem cavalos partindo para cima de manifestantes? O que pensar ao ver jovens apanhando do exército? Por que eram presos? Os pais que foram obrigados a deixá-lo também estavam passando por isso? Sem dúvida, um choque de realidade. Mais uma vez o filme dá espaço para um pouco do lúdico. Mauro sai do meio dessa turbulência salvo pelo goleiro de várzea, seu grande herói.
A Ditadura Militar contada pelos olhos de uma criança. Essa era a grande missão do filme O ano em que meus pais saíram de férias. O resultado foi muito bom. Uma obra bem amarrada. Nada cansativa. Engraçada. Recomenda até para aqueles que não aguentam mais ouvir falar em obras sobre a Ditadura. Esse filme traz a renovação das expectativas. O novo pode brotar até de assuntos batidos.

Textos e elogios aos atores,produção, direção e tudo que for ão: Luciana Rodrigues

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um show do Tom e Horror

Todos os dias, casos de agressões a professores e alunos são registrados nas escolas e delegacias. Em um país que não respeita devidamente seus professores, que não os remunera bem, que deixa alunos e mestres expostos ao tráfico de drogas dentro de escolas e tantas outras condições desfavoráveis a uma boa educação, agressões e violência não chegam a ser novidade.
São muitos os problemas relacionados à educação e, todos nós sabemos, pelo menos na teoria, o que a afligem educadores e estudantes. Desvios de verbas para a compra da merenda, carteiras quebradas , a falta de material de trabalho e ,claro, a má remuneração dos professores. Nada é novidade, nem mesmo a violência dentro das escolas, seja ela pública ou particular.
O programa Altas Horas, do apresentador Serginho Groisman, desde 2010, desenvolve uma campanha contra o Bullying. A ideia surgiu depois que Felipe Matos, que estava na plateia do Altas Horas, narrou as diversas formas de agressões que sofria na escola. Surgia a campanha Altas Horas contra o Bullying. Uma atitude louvável que faz um bom uso de uma concessão pública que é a televisão.
Segunda-feira feira, dia 13 de junho de 2011, enquanto descansava um pouco a mente depois de horas de estudo, resolvi ligar a TV e zapear os canais a fim de encontrar algo BOM. Comecei a assistir o Show do Tom e o quadro intitulado Revoltados, uma paródia de Rebeldes, uma novelinha exibida no SBT e também pela rede Record. Depois de assistir ao quadro, eu, professora, cidadã e estudante de Jornalismo, tive vergonha.
O programa que retrata uma escola parece não ter um redator. Parece ser improvisado dentro do mais baixo nível de insultos e palavrões. Os alunos agridem verbalmente o diretor-professor que revida as ofensas com mais ofensas. Em um dos momentos de horror, o diretor pede que uma das alunas agrida uma colega de classe com três pancadas na cabeça e depois que os outros alunos arremessem algo também. Qual a função social disso tudo? Alguém com o mínimo de esclarecimento consegue ver humor em tudo isso?
Em outro momento uma aluna, interpretada por Tom Cavalcante, chefia o jogo do bicho dentro da escola. Os alunos começam a apostar no veado e dizem que é em homenagem ao professor. O professor pede 60% de tudo o que for arrecadado para que o jogo continue. A aluna diz que se ele continuar importunando chamará sua gangue para resolver o problema.
Outro detalhe importante: um dos personagens da paródia de horrores é interpretado por Tiririca, deputado federal mais votado do Brasil, nas eleições 2010, e que integra a Comissão de Educação e Cultura. Educação? Cultura? Isso mesmo. Para aqueles que pensam que voto de protesto serve para alguma coisa. Agora já estão sabendo para que serve.
Depois de rever o vídeo para ter certeza que não estava ouvindo e vendo errado e depois de escrever esse texto, sinto-me enojada. O mínimo que um programa deve ter é um roteirista e uma direção que filtre certas imbecilidades.
Parabéns ao Altas Horas pela sua campanha contra o Bullying que tem contribuído com a ampliação dessa discussão tão importante. Não se esgotando aqui essa discussão, assim espero, termino o texto lembrando uma outra escolinha com frases bem mais inocentes e mundialmente reconhecidas como engraçadas, cito uma frase do personagem Chaves dita toda vez que alguém errava alguma pergunta do professor Girafales na escola: “Que burro da zero pra ele!” É assim que vejo o “humor” praticado nesse absurdo televisivo.Uma pena, o humor já teve funções bem mais nobres do que incitar a violência.

sábado, 18 de junho de 2011

Entrevista com a professora Amanda Gurgel.


Entrevista concedida pela professora Amanda Gurgel no auditório do Liceu Piauiense, antes de iniciar sua palestra sobre as  péssimas condições da educação pública no Brasil.
Luc- Amanda, o que você sentiu quando foi aplaudida no programa do Faustão?
Amanda- Independentemente de ser no Faustão ou em qualquer outro lugar, é saber que as pessoas estão compreendendo melhor a causa da educação e sobretudo os professores que,  muitas vezes ,são mal interpretados quando reivindicam seus direitos, quando reivindicam uma educação de qualidade para a população de baixa renda.
Luc- Na internet você ficou famosa  por causa de um vídeo postado no youtube. Depois de sua fala as pessoas que estavam na assembleia  falaram o que para você? Os professores acham que você é um mártir da educação?
Amanda- Vieram me parabenizar pelo o que eu tinha dito e o povo continua me cumprimentando por onde eu passo. Mas, assim, os alunos me recebem dessa forma: mártir, herói, celebridade, mas nenhum rótulo desse me serve e não serve para a educação pública. Serve para que esse evento de luta e batalha seja também a sua luta, a sua batalha para que as transformações aconteçam.
Luc- Muitas vezes o professor é invisível para escola e para os alunos, você percebeu alguma diferença na forma de te enxergarem?
Amanda- Os alunos  tem formas bem peculiares, são crianças ou pré-adolescentes e ainda não entendem a importância desse debate. Eles acham que a professora está famosa e agem com naturalidade. Não existe nada de extraordinário na reação deles.
Luc- Você pretende se candidatar a algum cargo nas próximas eleições?
Amanda- ainda não tive muito tempo de pensar nisso porque eu estou muito envolvida com esse combate para a educação. Então, ainda não tive tempo para pensar.
Algumas fotos do evento:


Entrevista feita com um celular dual chip e fotos com um máquina de outra pessoa que não eu: Luciana Rodrigues

Palavras sábias de Luíssa!

Voltando a escrever depois de um tempo longe. Perdão aos que acompanham o blog, mas o final de período na UFPI tem me obrigado a escrever e ler muito. Resumindo: um sufoco. Um sufoco que escolhi e que faço porque adoro meu curso. Em breve, todos os textos estarão por aqui, logo após o fim do período.
Hoje, em Teresina, acontecerá uma palestra com Amanda Gurgel. Exatamente! A professora do post abaixo. Estarei lá e trarei novidades. Antes,deixarei com vocês um texto escrito por minha amiga poeta-escritora-professora Shenna Luíssa.
 

carta aos professores

para Amanda Gurgel

O mundo não cabe nas minhas mãos. Nem mesmo o país, ou meu estado cabem nas minhas mãos. Talvez, se eu me multiplicasse - miraculosamente - minha cidade coubesse em minhas mãos. Mas, sendo uma, o que me resta é minha casa e a profissão que escolhi pra mim. Vejo estudiosos a discutir métodos, técnicas, teorias que fogem às cores reais dessa tela cansada da educação. Vejo nossos dirigentes perdidos em sua tarefa de solucionar tais questões. E me vejo de mãos atadas, solta, largada, com a missão de salvar o futuro, enquanto meu presente perece todo dia. Não foi essa missão que escolhi. Não basta apenas dom, vontade... Não basta amor pela profissão... Professor é gente com necessidades, anseios, desejos... e amor: aos livros, aos estudos, aos alunos. Mas não apenas isso. A gente quer viver, não apenas sobreviver. A gente quer sonhar e poder realizar e não apenas envelhecer sem ver outros sóis. A gente quer ter esperança de fazer acontecer e não apenas tê-la e fim. A gente quer viver e ser professor.
Shenna Luíssa

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sem mais palavras...

Sabe quando uma pessoa fica sem palavras porque tudo que precisava ser dito já foi? Pois é! Vejam o vídeo e entendam o que quero dizer!




Parabéns pela fala e coragem Professora Amanda Gurgel
APLAUSOS!!!!!

sábado, 30 de abril de 2011

Vizinho cultural

Escrevo essas mal traçadas linhas para revelar que ninguém merece um vizinho sem noção. Nesse momento, ouço um show do Admastor Pitaco que meu vizinho faz questão de compartilhar com todo o condomínio. Sei que ele lá no fundo é uma boa pessoa, pelo menos espero. Mas será se um dia ele deixará a “semnoçãosisse” e se lembrará que a cultura admastoquiana não interessa a todo mundo?

Hoje, talvez tenha sido um dia triste, afinal ,essa criatura já assistiu e eu, ouvi , dois shows de humor. O primeiro era bem didático e ensinava toda a cartilha dos palavrões que um embrião-criança-adulto-idoso jamais conseguiria aprender sozinho em vida sem a ajuda da tecnologia educativa. O segundo tem as paródias "inéditas" do Adamastor.

Vizinho tem umas coisas estranhas. Vizinhos tem repertórios musicais estranhos. Recentemente em um desses eventos musicais que mesclam vários estilos, cantarolava as músicas de uma certa banda famosa de forró. Então, minha amiga perguntou: " Lu, tu não disse que não gostava dessa banda?" É tinha dito. Mas tinha esquecido de dizer que nos 10 Cds já lançados, minha vizinha tinha curado pelo menos umas 10 dores de cotovelo ouvindo todos. Eu era testemunha auditiva e havia aprendido as letras.Vizinho também é cultura, embora não se possa escolher qual.


Um dia, um vizinho me perguntou por que não tinha escolhido uma profissão que desse dinheiro, assim eu compraria um carro. A parada de ônibus era longe, o sol de Teresina, ao meio dia, frita o juízo de um cristão e ele me vem com uma dessas. Confesso que a resposta que dei a ele não envolvia nenhuma palavra proibida aos ouvidos mais santos, mas ele nunca mais falou comigo; coisa que sinto falta até hoje, mas trato drasticamente com ajuda de terapia. Nesse momento de reflexão, chego a conclusão que se tivesse ouvido o show de humor, recheado de palavrões, não estaria precisando da terapia. Mas por outro lado, talvez estivesse precisando de um par de dentes.Vai se saber!

Ps: Ele começou agora um terceiro Dvd.
Ps: Graças a Deus moro apenas no segundo andar. Pulando, no desepero, no máximo, arranho o joelho.

Texto e, apenas, pensamentos "bons": Luciana Rodrigues

sábado, 2 de abril de 2011

"O que será que será?"

Lendo o livro Sociologia Geral, de Reinaldo Dias, encontrei algo que concordo plenamente. Foi dito no século XIX por Karl Max e nunca foi tão atual quando o assunto é a escolha da profissão. 


"Um fato ocorrido quando dos seus 17 anos, no ginásio da cidade onde nasceu, Trèves, demostra o que seria a vida futura do jovem Marx. Seu professor mandou-o dissertar sobre o tema: 'Reflexões de um jovem a propósito da escolha de uma profissão'.
Em sua dissertação, Karl desenvolveu duas ideias que deveriam acompanhá-lo por toda a vida. A primeira era a ideia de que o homem feliz é aquele que faz os outros felizes; a melhor profissão, portanto, deve ser a que proporciona ao homem a oportunidade de trabalhar pela felicidade do maior número de pessoas, isto é, pela humanidade. A segunda era a ideia de que existem sempre obstáculos e dificuldades que fazem com que a vida das pessoas se desenvolva em parte sem que elas tenham condições para determiná-la. E como não podemos determiná-la, só conseguimos aguentar a pressão provocada por qualquer trabalho se gostarmos do que fazemos."


Max deveria ser lembrado por todos os jovens no momento da escolha profissional. Deveria ser lido também por muitos país que azucrinam os filhos com frases ameaçadoras e injustas, determinando que no mundo inteiro só há espaço para médicos e advogados. Alegam que os filhos escolhendo outras profissões passarão fome.O que não sabem ou até talvez saibam e por pura infelicidade  pessoal continuam a insistir, é que a maior de todas as fomes é a da felicidade. Quem não gosta do que faz, apenas faz! Isso nao torna ninguém mais vivo, pelo contrário.

Texto e barbas de molho: Luciana Rodrigues

A saúde pública está doente


O Globo Repórter do dia primeiro de abril bem que poderia ser mentira. Falando sobre a deficiência no atendimento prestado pelos hospitais públicos, mostrou não a novidade, já que boa parte dos brasileiros a conhece bem de perto. A utilidade do programa está em não deixar o assunto esquecido. Conhecer, infelizmente, não é suficiente. Mostrar e criticar, mais uma vez, é importante para não parecermos acomodados.
As imagens mostraram uma ficção real cheia de esqueletos de construções de quase hospitais e uma população e suas dores. O direito à vida não é respeitado, aliás nenhum direito é respeitado. Mães que choram filhos vivos, que imploram para dar-lhes vida, agora dependendo não de um útero, mas de uma UTI.

Dores levadas para casa sem atendimento. Famílias que choram mortos em meio a dúvida do talvez estivessem vivos, caso recebessem atendimento decente. Assim é a rotina dos brasileiros que não têm plano de saúde.
Médicos trabalhando com muita vontade e sem nenhuma estrutura. A única estrutura parece ser a emocional. Suportar o que suportam é para heróis. Os médicos também têm família e não deixam de ter pais, mães e filhos quando exercem essa bela profissão.Continuam humanos, porém um pouco mais do que isso, graças a Deus. Encarar a vida já não é fácil, aceitar a morte por falta de condições de trabalho é muito mais do que terrível.

Há também médicos desumanos que tem a audácia de culpar os pacientes por estarem doentes. Médicos que chegam atrasados, que trabalham mais de 200 horas por semanas e com semanas inexistentes de 10 dias. Ganham para estarem em 3 lugares ao mesmo tempo. Talvez pensem realmente ser Deus. Talvez seja a falta de caráter aliada a uma cobiça desumana por dinheiro.
Pacientes, famílias, os bons médicos, todos sofrem. É uma rotina de filme de terror. Infelizmente, aos desligarmos a TV, ela continuará a existir e, enquanto milhões em verbas continuarem sendo desviadas, essa realidade assombrará os mais necessitados, os pobres que não curam suas dores e voltam para casa sem deixarem de sofrer.

As charges abaixo falam sozinhas:
E todos sofrem...
E o problema continua...
Textos e estetoscópio de caracteres: Luciana Rodrigues.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um vida nova!

Ando meio afastada do blog porque estou....

Na verdade,ganhei uma nova vida de Deus!Ando feliz, ando andando e achando caminhos novos.
Olho pro céu azul e vejo que belo dia! Antes não acordava cedo! Antes dormia pra tanto!
Hoje, brinco de casinha.Voltei a ser criança em tempo de gente grande. Quem me conhece sabe o porquê de tantas janelas abertas nessa casa amarela.O porquê de minha nova vida!
Ando atenta a tudo! Mas não me sinto devorada pelo tempo, nem pela novidade.
Ando sorrindo,ando pintada com tintas de muita vida!Ando palhaça como sempre fui. Ando FELIZ!
 Textos e panelas e pratos e janelas e sorrisos: Luciana Rodrigues

terça-feira, 8 de março de 2011

O charme dos vilões

Novela é tudo igual. Nascimentos, casamentos, “morrimentos”. A cada nova produção vemos estórias muito parecidas: mocinhos encantadores e moçoilas apaixonadas. Com uma mesmice já esperada, muitos telespectadores acabam migrando para outras áreas de divertimento: séries, filmes e internet ocupam o tempo de quem não aguenta mais os folhetins com desfechos previsíveis.
Entre as muitas novelas, há sempre bons atores que conseguem a proeza de reverter parte dessa migração devido ao seu talento. Algumas personagens alavancam a audiência das telenovelas e fazem, até quem já se diz enjoado, voltar para frente da TV. Mérito do escritor que criou a personagem e também do intérprete que, em momentos de crise, faz valer o talento.
Um bom vilão feito por um bom ator salva muitas produções.Vejamos alguns que fizeram muita gente sentar no sofá e gastar alguns killowats a mais de energia.

Nazaré de Senhora do Destino feita pela incrível Renata Sorrah:

O vilão Olavo de Paraíso Tropical feito por Wagner Moura:
ATENÇÃO antes de ver esse vídeo lembre-se que Wagner Moura estava mais gato do que nunca nessa novela.                                                    Não recomendado para cardíacas.


Textos e suspiros depois de ter revisto o Olavo: Luciana Rodrigues