sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Uma certeza do bem!!!

2011, assim como qualquer outro ano, não será só alegrias. O mundo não é assim e nem poderia ser! Precisamos também da dor para evoluirmos! Mas desejo que esse ano seja o momento de colher o aprendizado do ano de 2010. Mais paz espiritual, mas e sempre amor pela vida, mais e bons verdadeiros amigos, mais amor e mais família!

Que venha 2011!Que venha sempre a vida!!!

Texto e expectativa: Luciana Rodrigues

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Show do A-HA em Fortaleza!

Da mesma sessão agradecimentos a 2010...

Dia 20 de março fiz uma das coisas que mais gosto de fazer: viajar!! Larguei tudo que estava fazendo em Teresina e....fui ao último show do A-ha em Fortaleza. Depois de 28 anos de carreira, pude ver a apresentação dessa banda!

Enquanto isso...

Enquanto isso... Um hotel com uma bela vista...

E depois de deixar tudo em Teresina ....A recompensa:

Textos e fotos amadoramente felizes :Luciana Rodrigues

Alguns agradecimentos ao ano de 2010

Um momento fantástico desse ano foi o SHOW Renato Piau convida Luiz Melodia que aconteceu no SALIPI (Salão do livro do Piauí). Realmente, impossível não se encantar por esse momento. Dia 06 de Junho não foi qualquer dia!

Um dos momentos marcantes....a música FADAS!



video


Luiz Melodia tem uma das vozes mais incríveis do Brasil e também do mundo.Valeu a pena esperar por esse show. Agora queremos mais!Um show só dele para nós.

Textos, filmagem e cantarolações desafinadas ao fundo: Luciana Rodrigues

sábado, 25 de dezembro de 2010

Então,é natal!?

Antes de ler o texto,algumas observações:
Sei que no dia 25 postar um texto que não fale só de alegrias, coisas bonitas e blá, blá, blás é ir contra quase todo mundo. Mas aí vai algumas reflexões. Mesmo que elas não agradem a consciência de todos.



Natal é uma época boa!Boa!Para quem?Boa para o comércio, para o sorriso dos vendedores, para a publicidade que precisa renovar os apelos comerciais. Mas essa época não é uma visão de alegria unânime. Não é, e ,dificilmente será, igual para todos.
A simbologia do natal é bíblica e representa o nascimento de Jesus, a esperança de um ser humano melhor a partir do exemplo do Cristo. Já no seu início, os presentes como incenso, ouro e mirra fizeram parte das festividades do surgimento da vida sagrada. Vida e presente são sinônimos? De  fato, até hoje, continuam nascendo crianças e continuam surgindo presentes em caixinhas recheadas de boas intenções. Nada contra, apenas uma constatação social.

Hoje, o 25 de dezembro é menos lembrado por nessa data ter nascido Jesus e sempre lembrado em relação  às compras. Mesmo quem não segue a tradição da gastança desenfreada sabe que o natal chegou. O comércio usa pisca-pisca nas vitrines; no trabalho acontece o chato do amigo oculto e ouvimos em todos os lugares que vamos, a partir de novembro, os versos de “Então é natal, e o que você fez?” Uma música seguida de outra, mais outra e descobrimos em qual época estamos.
Natal também é época de aumento da mendicância e ,um dia desses, vi na televisão que pedintes de outros estados se programavam para ir a cidades que oferecem bolsos mais cheios. Por onde andamos vemos braços estendidos pedindo uma ajuda de “peloamordedeus” Deus? Qual? O pai de Jesus? O que ele tem a ver com isso? Estamos muito ocupados nessa época e a memória é fraca e conveniente.

Há também as ceias de natal. A família reunida e parentes migrando para um reencontro. Devemos juntar a família. Não sei por que nunca gostei muito de natal. Sempre penso nos que estão só, nos que são bombardeados por um apelo de companhia irrestrita. Para os moradores de rua, para os que têm fome, para os que têm solidão de Amor. O natal é uma época triste.
Natal, para mim, sempre é um momento de introspecção. Um momento espiritual, um encontro não com o mundo, não com os shoppings. Natal é mesmo um encontro com Deus. Seja lá qual seja ele, seja lá a forma que ele assuma. Estarmos bem espiritualmente ainda é o que importa.

Textos e raiva do papai noel, assim com minúsculas mesmo: Luciana Rodrigues

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

E por falar em fotografia.....

Adoro circo....

Uma maquiagem e o mundo se transforma...

O choro faz o riso...

O drama faz a arte...

Fotos e criancices : Luciana Rodrigues

Documentário:Encontros com a Fotografia.

Simonetta Persichetti e mais 8 profissionais realizaram o documentário intitulado Encontros com a Fotografia.Com nome bastante sugestivo,aguça os interessados pelo registro da imagem a buscarem em livro e Dvd um ótimo  contato com 40 expoentes da fotografia .
Durante 10 anos os fotógrafos entrevistados para o documentário expuseram suas obras nas lojas da Fnac e despertaram a curiosidade do público sobre os segredos da criação de fotos incríveis.
Quem nunca teve vontade de fazer perguntas a um renomado fotógrafo?Agora,muitos deles estão acessíveis nesse projeto e a possibilidade de ouvi-los torna essa produção audiovisual tão fascinante.
A ideia de entrevistar profissionais como João Wainer,Araquém Alcantara,Cristiano Mascaro , Sebastião Salgado e tantos outros renomados fotógrafos,faz de Encontros com a Fotografia uma aula motivacional e criadora que revela estratégias de captura de imagens justamente daqueles considerados gênios dessa arte.
Sebastião Salgado nos diz como teve seu contato fascinante com sua primeira câmera e ,a partir daí,a transformação de sua vida.João Wainer fala da influência do grupo Racionais na sua descoberta da periferia.Walter Firmo dá uma aula histórica do fotojornalismo na década de 50.Só isso já motivaria o desejo por conhecer esse trabalho,mas como já falado, ao todo são 40 fotógrafos e muitas descobertas ainda aparecerão.
Para quem é um leigo na arte da fotografia e um simples admirador de belas imagens,pode imaginar que um grande fotógrafo sempre fotografou,mas por meio das entrevistas sabemos que isso não é uma verdade absoluta.Há relatos de insegurança de um fotografo que demorou 10 anos para mostrar seu trabalho,uma que trabalhou durante 15 anos como empresária e só depois descobriu o gosto pela captação de imagens.Já para outro conhecer Juazeiro foi determinante.Enfim,tudo isso serve para aproximar o espectador dessas pessoas comuns que escolheram a fotografia como arte e vida.
Encontros com a Fotografia é desses trabalhos desmistificadores.Vemos ídolos bem humanos que apenas um dia olharam pelo visor de uma câmera e enxergaram o mundo de uma maneira comum, porém artística.Ouvi-los nos aproxima,nos permite também querer.Assim nos entregamos ao sonho de sairmos errantes por ai a fora,como uma câmera na mão e um compromisso apenas com a imagem. Aqueles que preferem somente admirar boas fotografias conhecem ou revêem nomes importantes como Christian Cravo,Patrick Grosner,Maristena Colucci e tantos outros.
Nesse documentário,percorremos 40000 km de puro papo fotográfico e descobrimos que muitos desses mestres escolheram a fotografia depois de formados nas mais variadas profissões.Portanto,fotografar é menos acadêmico e mais intuitivo.Há aqueles que retratam pobreza,outros preferem o luxo e a riqueza.Muitos preferem pessoas e a expressão de seus rostos.Alguns a natureza.Não há uma explicação única para cada estilo.O certo é que cada um se encontra de um jeito.E nós,ainda pobres mortais,nos encantamos com uma escolha tão bela de achar arte em qualquer lugar,desde cantos de paredes a lixo reciclado.Há arte em tudo e ainda bem que existem pessoas como esses profissionais que passam pelo simples e o transformam no que há de mais encantador.Independente de qual seja o tema,a boa Fotografia,vale sempre a pena.
Texto e vontade de ter feito esse documentário(inveja saudável!):Luciana Rodrigues

sábado, 11 de dezembro de 2010

Carros Antigos
Tenho um verdadeiro fascínio por carros antigos! As imagens seguintes foram capturadas em um ensaio para o curso de Jornalismo! Ótimos momentos em uma oficina cheia de automóveis incríveis!!!

 Procurei captar os detalhes.Um olhar para cada pedacinho de beleza!


    A imagem do luxo e da imponência!


A beleza da cor!


Ouviria Zeca Baleiro nesse som!!


Fotos e algumas décadas de vontade na veia:Luciana Rodrigues

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Chatô:a reinvenção da “ética”

A EXCELENTE BIOGRAFIA DE CHATEAUBRIAND ESCRITA POR FERNANDO MORAIS



Um homem polêmico e amigo do poder.Assim foi Chateaubriand.Durante toda a biografia desse magnata das comunicações,Fernando Moraes fez questão de exaltar a dubialidade que sempre acompanhou Chatô.Era amado por alguns e odiado por muitos.
Durante toda a sua trajetória jornalística e empresarial, Chateaubriand não se contentou em perder.Tudo que estivesse associado ao poder e a comunicação deveria pertencê-lo ou pelo menos respeitá-lo.Com essa gana pelo lucro e pelo respeito,criou várias inimizades que lhe renderam inúmeras perseguições,mas também boas brigas que, como bom aproveitador que era,sabia levá-las ao máximo,transformando-as em capítulos a serem publicados em seus folhetins.
Dono de um temperamento forte e avesso a contestações,sempre estava certo e se não estivesse faria com que todos acreditassem em sua palavra.Assim com mais de 100 veículos de comunicação, Chateaubriand tornou-se um homem temido e respeitado até mesmo por aqueles que conseguiram algum triunfo sobre ele.
Alfabetizado mais tarde do que a idade comum,com 10 anos, o jovem cheio de problemas para se comunicar,entre eles a gagueira que parecia não ter cura,aprende a ler com exemplares velhos do Diário de Pernambuco e do Jornal de Recife.Ali,nas páginas dos jornais,pôde imprimir uma visão de futuro,talvez tão audaciosa,que nem mesmo ele imaginaria tanto.
Antes mesmo de saber ler,Chatô conviveu com médicos,advogados e fazendeiros,gente influente de sua família.Logo cedo pode perceber que o poder abria portas e ,dentro de um  raciocínio lógico de vantagens,soube fazer uso dessa experiência no futuro.Ridicularizado na infância por ser o atrasado,o de parcos conhecimentos e o que dificilmente seria alguma coisa, Chateaubriand guardou para si o que usaria sempre: a influência abre portas que o dinheiro não pode comprar.
Usando de sua vontade de crescer e ser não alguém,mas o alguém, Chatô pensava grande e não fazia um favor que não tivesse pagamento.Não se tratava de dinheiro.Usando de uma esperteza magnânima, recusava muitos pagamentos em dinheiro em troca da amizade leal que poderia ser usada algum dia.Nem sempre colhia lucros imediatos,mas como um demônio que satisfaz pedidos em troca da alma do ambicioso,nunca deixou de cobrar o que os outros lhe deviam.
Construiu um império extraído de suas influências.Valia-se de seu rastro de favores e conseguia sempre o que queria,mesmo que tivesse que esperar o tempo certo para dar o bote.Como alguém consegue construir um império somente com o capital alheio? Chatô soube!Dominou esse país como um partido político e suas ramificações.Em cada canto desse Brasil que merecesse uma maior atenção,havia um jornal ou revista de Chateaubriand.Sabia de tudo e inventava o que deveria ser acreditado.
Dono de muitas peripécias jornalísticas,Assis Chateaubriand,não soube direito o que era ética jornalística.Era acima de tudo um empresário,um político,um poliglota na arte de ludibriar os fatos.Seu objetivo era o lucro e fazer uso de seu poder de persuasão era seu passatempo preferido.
Envolvido constantemente em escândalos,nem sempre tinha tempo para defender-se,portanto usava o ataque como defesa.Quem se metesse a besta com ele,sabia o que teria de enfrentar:ataques nem sempre justos nas páginas de seus diários.
Como jornalista,também soube ser um ficcional.Vários de seus textos foram encomendados por pessoas que o prestavam favores.Caixas de Champanhe enviadas com o objetivo de conquistar a jovem de 15 anos,Corita,sua futura esposa,renderam nobres elogios a um novo condomínio de propriedade do dono das Casas Godinho,tradicional importadora de bebidas e alimentos,responsável pelos presentes de sua pretendente.
Chatô ,desde a adolescência, dizia que ser prudente era antes de tudo ser medíocre.E levou a sério esse ensinamento com fidelidade.Nunca soube viver com pouco.Preferia arriscar um império do que correr o risco de não conseguir mais.
Falando em fidelidade,nunca soube bem entender essa palavra.Muito namorador e infiel,tinha na família uma visão de empecilho ao progresso do homem.Com frases marcantes dizia: “Você acha que se Cristo tivesse mulher e filhos conseguiria criar uma religião que já dura quase dois milênios?”“Família é uma instituição belíssima,desde que em forma de retrato,pendurada na parede”.Essa era a visão de família que Chatô ostentava.Algo intrigante para alguém que sempre ,na infância e adolescência ,teve os pais apoiando-no em tudo,inclusive quando todos o desacreditavam.
Esse era Chateaubriand.Um homem de muitas contradições bem captadas pelo livro Chatô:o rei do Brasil. Fernando Moraes com uma luneta de pesquisador,conseguiu mergulhar no universo de conquistas e confusões do homem que reinventou a palavra ética.Para Assis Chateaubriand,ética era uma palavra associada a interesse.Se fosse o caso,servia um nobre com uma mão e abanava o outro com a outra.Não perdia a oportunidade de sair ganhando.Mesmo tendo Getúlio Vargas como ditador implacável que autorizou sua prisão e o perseguiu,soube também extrair vantagens e admiração.
Desde a infância, Chateaubriand aprendeu com o mundo que os fracos são pisoteados.Na fase de gagueira infantil,aguentou muitos risos e ouviu muitas galhofas.Parece,então,ter querido brincar com o mundo.Aquela velha frase que diz que o último a rir é sempre o melhor parece ter sido saboreada ao longo de sua vida.
Sabia retirar dinheiro e vantagens do inesperado.Usou também as páginas de seus diários como veículos de propagandas.Lucrando bastante,tinha empresas com a General Eletric com uma de suas maiores anunciantes.Quando ninguém via grande importância nas propagandas,Chatô enxergava o futuro dessa modalidade de vendas e comunicação já nos anos 30.
Graças a ele a Tv Tupi,precursora da mídia televisiva,inicia sua trajetória no Brasil nos anos 50.Sempre a frente de todos quis implantar essa forma de transmissão de notícias,informações e entretenimento.Quando Chatô morreu em 1968 a rede Globo ainda era uma ideia na mente de Roberto Marinho.
Mesmo acometido por uma trombose que o deixou paralisado e apenas balbuciando e se comunicando por meio de uma máquina de datilografar adaptada,Chatô não deixou de se comunicar.Demonstrou uma garra e teimosia que poucos tiveram no Brasil e no mundo.
Nordestino de nascença e brasileiro de influência,Chatô foi tudo que quis ser.Jornalista,advogado,empresário,mecenas,magnata e outras tantas faces. Todas movidas pelo interesse e pelo poder.

Textos e muitos dedos gastos de passar páginas,mas com satisfação: Luciana Rodrigues




domingo, 14 de novembro de 2010

Manchetes de O Jornal

Barulho,divergências de opiniões,egos inflamados,necessidade de ser o melhor.Tudo isso misturado ao relógio que cobra implacavelmente uma notícia rentável a uma empresa de comunicação.Pois é,o filme O jornal é uma caricatura,um exagero,ou a realidade retratada na tela?A pouca trajetória de uma iniciante no jornalismo não me permite responder com a força prática da experiência.No entanto,depois de conversar com alguns repórteres, meus ouvidos  ,em tão pouco tempo, me permitem crer que a realidade não parece tão ficcional.
O jornal é um filme capaz de despertar no estudante de jornalismo reflexões sobre carreira,companheirismo,família,valores.O mais importante de tudo:valores.Qual o limite para se conseguir uma informação?Vale a pena perder completamente o escrúpulo profissional em nome do ineditismo ou até mesmo da verdade?
Falando da verdade na informação,outro ponto abordado de forma louvável é a disputa entre a notícia que parece certa e a que com muito esforço de apuração um dia será certa.A pressa em botar as máquinas para produzirem as linhas folhetinescas do dia seguinte esmaga a visão dos apressados e compromete a lisura de um jornal.
Michael Keaton vive o chefe de reportagem Henry Hackett e Glenn Close a chefe de redação ambiciosa Alicia Clark,cada um tentando aparecer mais e sobreviver a uma “necessidade” de holofotes.Henry é um jornalista ambicioso por notícias quentes.Incomodado por não acompanhar o sucesso de outros jornais que se destacam por conseguirem furos sensacionais, resolve imprimir em sua vida uma única ambição:fazer o melhor onde trabalha,mesmo que para isso tenha que passar por cima da concorrência  que  deseja contratá-lo para trabalhar ganhando mais respeito e mais dinheiro.Alicia pensa em dinheiro e poder,vende-se em um classificado inventado por ela.Joga seguindo as regras do seu próprio interesse,trabalharia para quem lhe pagasse melhor.
Esses são os personagens que travarão uma batalha pela verdade.Cada um construindo a sua e sempre imersos em brigas pessoais alimentadas pelo aniquilamento da palavra limite.Agridem-se verbalmente até se agredirem “homem a homem”.Digo isso porque para defenderem o que acreditam ser o correto,esmurram-se em uma cena memorável que retrata o quando o ser humano poder ser ridiculamente ambicioso pela defesa de suas ideias.O primeiro round é vencido por quem tem mais poder.Alicia demite Henry aproveitando-se do seu cargo maior.
Mas o que está em jogo é a lisura do jornal The sun ,falar uma verdade pouco investigada não  contribui para que o jornalismo,o jornalista e o veículo de comunicação ganhem respeito. Brigas pessoais sendo alimentadas pelo aniquilamento da palavra limite.Manchetes sensacionalistas abrem caminho para uma trajetória fugaz.Vende-se hoje,amanhã não sem tem credibilidade.Jornalismo é responsabilidade nas mãos,portanto não basta fotografar e estampar “culpados”,usar palavras inocentes para atacar sem provas.O grande mal do jornalista estaria no seu autoendeusamento que lhe permite crer que tudo pode em menos de 7dias.Em se tratando de jornalismo,7 horas já está de bom tamanho para se desfazer um mundo.
Graças a um resquício de bom censo Alicia,depois de chegar ao baixo nível de uma briga física ,deixa que a verdade prevaleça,assumindo sua imaturidade diante de um assunto tão sério:a condenação de dois jovens pobres e negros,acusados de assassinato de ricos e brancos importantes.Deixar que as páginas do jornal sentenciem o destino de inocentes não lhe pareceu coerente.A briga pessoal que a fazia cega não prevalece no final.
Até onde tem que ir o profissional desejoso pela informação?Existe vida própria e familiar depois do jornalismo?Essa é outra questão levantada pelo filme O Jornal.Henry,desfaz compromissos familiares de forma “ingenuamente” interesseira,não escuta a esposa grávida,não se encontra mais dentro de uma vida calma e pacífica dos mortais que querem constituir família.Sua família é o jornal.A cena da personagem abandonando no restaurante os pais que viajaram 2 horas para vê-lo e também a esposa deixa bem claro a prioridade de suas escolhas.Seria também isso possível na realidade ou seria ficção?
Conversando com um profissional da área televisiva,há poucos dias de encontrar o filme na locadora,ouvi dele que jornalista não tem fim de semana,folga ou feriado.As férias são seu descanso.Olhando por essa perspectiva,acho melhor nem levantar discussões sobre esse novo subtema do filme.Henry arrepende-se por ter abandonado a esposa em uma gravidez solitária,mas o filme não nos deixa esperançosos com uma possível mudança sua.Pelo contrário,nos deixa entender que sua mulher é que se rendeu ao brilhantismo do marido,já que depois do trabalho de parto ela o elogia segurando um exemplar do jornal The sun e nele estava estampada a notícia pela qual ele lutou durante todo o filme.
O jornal deixa qualquer jornalista bastante intrigado em relação à profissão.Mas dizer que ele nos amedronta a ponto de desistirmos de perseguir a verdade que será estampada em páginas de informações diárias já seria um exagero.Cada um de nós jornalistas fará sua autoavaliação de importâncias quando chegar a hora certa.




Ficha Técnica
Título Original: The Paper
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 88 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1994
Estúdio: Universal Pictures / Imagine Entertainment
Distribuição: Universal Pictures / UIP
Direção: Ron Howard
Roteiro: David Koepp e Stephen Koepp
Produção: Brian Grazer e Frederick Zollo
Música: Randy Newman
Direção de Fotografia: John Seale
Desenho de Produção: Todd Hallowell
Figurino: Rita Ryack
Edição: Daniel Hanley e Mike Hill

Elenco
Michael Keaton (Henry Hackett)
Robert Duvall (Bernie White)
Glenn Close (Alicia Clark)
Marisa Tomei (Martha Hackett)
Randy Quaid (Michael McDougal)
Jason Robards (Graham Keighley)
Jason Alexander (Marion Sandusky)
Spalding Gray (Paul Bladden)
Catherine O'Hara (Susan)
Lynne Thigpen (Janet)
Jack Kehoe (Phil)
Roma Maffia (Carmen)
Clint Howard (Ray Blaisch)
Geoffrey Owens (Lou)

Texto e jornais de confusões: Luciana Rodrigues